Não existe abandono sem uma relação intensa... não existe decepção sem uma admiração profunda... não há medo sem um desafio muito interessante... Não há tristeza sem estar sucedida de uma alegria... o problema são sempre os parâmetros... eles são o que nos faz ver o mundo bom ou ruim...
17 de janeiro de 2016
Sobre a pequena
Depois de um dia delicioso com meus amigos, vim pra cama descansar que hoje (já é domingo) é dia de Cadu! Meu afilhado lindo que Deus colocou na minha vida para mudar caminhos... É daí, deitada na cama, senti saudades da pequena, Amy, minha shitszu, cã (espécie que eu criei), porque hoje ela não está na minha casa, foi passear na casa da vó Rute. E fiquei questionando o amor que sinto, a dor da ausência, e me perguntei o motivo por sentir tão fortemente isso por um cachorro e, muitas vezes, não sentir por pessoas. Quem não tem ou nunca teve vai me crucificar, afinal, é só um bicho. Ledo engano. Só? É patológico é masoquista comprar um cachorro que, teoricamente, morrerá antes de você, te trará despesas (a Amy é profissional nisso), exigirá cuidados eternos, e ainda por cima nunca vai dizer que te ama! Sqn!!! Não tem preço acordar com ela abanando o rabo porque cedo ela sobe na cama e se espreguiça no meu colo. Ou estacionar na garagem do prédio e no nono andar escutar seu latido que diz "sobe logo, to louca por um cafuné e quero te lamber o nariz pra dizer que fez falta"... Nos dias tristes, passar 12 horas ao seu lado, no seu ritmo, te fazendo companhia. Nos dias felizes, entender que quer estar com os amigos e ficar ainda assim até de madrugada esperando a hora da caminha no seu pé. Não, não gosto mais de cachorros do que de pessoas, mas tenho certeza de que cachorros gostam mais de pessoas do que pessoas gostam de pessoas. E de modo genuíno. Recordo-me de quando viajei e deixei a pequena na casa do tio Vandão, que ela tanto ama... Foram 5 horas olhando a porta, esperando que eu voltasse. Pessoas que não amam criaturas como essas, serão realmente incapazes declamar pessoas, tão mais imperfeitas, defeituosas, leais. A Amy me fez acreditar que eu era sensível, que eu podia me doar, que eu sabia o significado de cuidado. E ela me testou muito. Com todas suas doenças, com todos seus problemas. E desistir nunca foi uma possibilidade. Dela, nunca. São três anos de parceria, que honestamente valeram muito mais que algumas pessoas de décadas... São dias de gratidão, entrega, genuinidade. Tomara que as pessoas em geral tenham um dia a chance de experimentar com animais de qualquer espécie, lembrando que também somos animais, uma relação de tanto sentimento de amor!
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