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28 de junho de 2015

Apaga dor

Hoje tive um dia de montanha russa. Acordei de manhã feliz com a noite. A pequena me abraçava com sua patinha, mas a cama estava vazia de algumas emoções e sentimentos... Escutei barulho em casa e achei que meus sentimentos caminhavam por ela. Não, era a dona Rute, cuidando do meu lar. Com muito sentimento, mas não os que eu esperava... Levantei e fiz um café para bombar melhor o sangue do meu coração. Assumi para mim essa estratégia há algum tempo. Fui ao encontro do meu afilhado que, como sempre, trouxe luz extra para o dia que, embora ensolarado, não me fazia vê-lo com brilho. Fui visitar um grande mestre e ele me fez repensar sobre a dor que eu estava sentindo. Minha dor ficou pequena. Passei a tarde com um amigo que ratificou esse sentimento. Mas, no fim do dia, ou melhor, no começo desse novo dia, precisei escutar muitas verdades de uma pessoa que amo. Eu valorizo muito as dores e preciso criar novas memórias. O que aconteceu, passou. E eu lembro demais das fases difíceis e choro copiosamente com os problemas e fico sem expressão quando o amor bate a minha porta, com medo da minha felicidade acabar... Então tento não começar a ser feliz. Arrumo desculpas, problemas, razões para não poder ser. Meu tempo de hoje realmente está órfão de mim, e eu preciso apagar a dor do que vivi para,  simplesmente, viver. 

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