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14 de novembro de 2013

O que resta...

Pós guerras frias, quentes, mornas, o que resta é sempre um estrago. Estrago visível, dos dias de luta, das batalhas perdidas, das ausências de quem se amava, ou até do sangue inimigo que manchou nossas roupas. Estrago invisível, de corações despedaçados, de sonhos perdidos, de esperança arrancada do peito com lanças. Estragos da saudade que não pode ser morta. Daqueles que estiverem presentes e no meio da jornada resolveram abandonar a luta. Decepção com amigos que no meio do fogo cruzado vc procurou e sumiram. Cade???? Surpresa com as traições de seu grupo, que para salvar sua pele, revelam sua atitude egoísta. E te chamavam de amigo. Irônico enxergar os amigos na guerra, quando o foco são os inimigos, não? Era pra ser, a gente aprendeu assim. A guerra é a oportunidade de enxergar além do que a vida comum nos permite. A vida comum nos permite decidir? Ela faz a gente decidir sim, mas podemos abrir mão de nossa essência muitas vezes. A guerra escancara as entranhas, em todos os sentidos. A gente conhece por dentro, pois bombas explodem mais que pernas, braços. Explodem armaduras, proteções, corações. Guerras são a oportunidade de ver a verdadeira face humana. Ou o que resta de humano nas verdadeiras faces. 

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