Todo mundo já leu o pequeno príncipe... Não sei qual a motivação de ser uma leitura realizada na infância. É um livro para adultos, e para adultos que tem capacidade de entender analogias. É um livro que a crueza das pessoas adultas ou a ingenuidade das crianças impossibilitam o entendimento.
Ontem à tarde resolvi reler o livro que há anos, talvez uns 22 anos, eu não revia. Sentei-me no sofá, acompanhada de vinho e musica clássica e mergulhei no livro. E chorei. Chorei como se estivesse na TPM... E não estava, juro!!! Chorei como se houvesse perdido alguém que amo. Talvez eu estivesse com a visão comercial dos adesivos e quarto de crianças com o desenho do menino que tinha seu próprio planeta, sua rosa envidraçada e seus três vulcões. E me despi desta ignorância comercializada e vivi a lição de cada frase escrita em 1943, e que hoje me faz tanto sentido. Descobri que somos um monte de alienados. Que o mais importante, ninguém faz questão de ver. Que podemos tornar cada coisa na nossa vida muito especial, basta querermos. Basta nos dedicarmos. Basta abrirmos nossas almas para cativar e sermos cativados. E a vida fará um sentido enorme, com pôr do sol e estrelas que representam risos e cuidado. O grande lance e sacada do livro é que o significado para as coisas depende da gente, de mais ninguém. Algo pode ser lindo se eu tornar ele lindo. E as pessoas "adultas" perdem tempo com coisas desimportantes, com mesquinharias, enquanto podiam ser felizes. Chorei muito por todo tempo que perdi. Mas chorei mais ainda por ter ganhado essa nova visão. Assim seja, Saint Exupéry.
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