Estava esses dias conversando com um amigo.
Temos um monte de coisas em comum... o gosto pelo vinho, pelo cigarro, pela solidão, por Neruda e Chico. Até aí, vá lá... mas ao longo da conversa regada por vinho, cigarros e Chico (rsrsrs), sentada na sacada de casa, comendo aspargos frescos e brie, comecei a me irritar com nossas semelhanças. Principalmente porque começamos a perceber que nos assemelhávamos nos problemas.
Listamos: doença na família, desentendimento com amigos, falsidade de alguém em quem você confiava muito, decepção com alguém de quem você esperava demais, briga com pai, mãe, irmãos, insatisfações com posturas profissionais em geral, falta de grana, falta de sexo, sexo ruim, sexo sem graça, sexo demais...rsrsrs...
E, porra, que falta de criatividade. Nem para os problemas as pessoas são originais. No frigir dos ovos, todo mundo que leu isso vai ter passado pelas mesmas coisas. Esses, resumidamente, são os problemas humanos. Em níveis diferenciados, óbvio. Tem gente que não tem o que comer e isso encaixa em falta de grana. Tem gente que está desempregado, e isso encaixa em problemas profissionais. Tem gente que tem filho com gripe ou pai com câncer, sei lá. Mas os problemas são sempre os mesmos. Será que não dá pra inovar, não?
Bom, o problema maior e generalizado é o do amor. Eu tenho uma colega que fala que quer um "amor maior que eu", como na música... Mas tem gente que ama demais, de menos, que não consegue amar, que ama todo mundo por carência, que não quer amar de jeito nenhum para não se machucar, que só ama por prazo determinado, que ama infinitamente e fica paralisado...
Esse aí, talvez seja o pior problema da humanidade. Porque quando você está feliz com isso, o resto é praticamente irrelevante, como que se não existissem os outros problemas.
O fato é... Se Steve Jobs estivesse vivo, tentaria consultá-lo. O mundo tá repetitivo demais...
como faço para falar com vcs? tem um email? sucesso e abç
ResponderExcluirApenas através de meu email pessoal: diualecorrea@hotmail.com
Excluir