Pois é... Máscaras. Hoje entendi o que elas significavam e me afastavam de uma festa tão gostosa e referência mundial do país em que nasci.
A gente se esconde atras de imagens que nos adornam, nos deixam mais misteriosos e sedutores. Esse é o papel delas. Nos despersonificam, nos dão aval para o que não podemos ser diariamente. Carnaval é reconhecido assim. Momento onde tudo se pode, tudo se permite. As pessoas se tratam como objetos, sem compromisso com o amanha, ou com o minuto seguinte.
Mas e quando as máscaras fazem parte do dia a dia? Quando você descobre que por trás das lindas lantejoulas brilhantes há uma cara esburacada e sem brilho. Sem verdade?
E aí reflito sobre meus sucessos e fracassos. Gosto do sem brilho autentico, genuíno. Gosto dos buracos. Não sou feliz com a surpresa triste, prefiro a realidade podre a ela.
Acho que tenho o privilégio da intuição. Mascaras caem e eu consigo antecipar a queda, antes de grandes decepções. Claro que me decepciono, obvio, mas a tempo de me recuperar.
Mas isso não significa muito. Doí igual. Antecipadamente, mas igual.
E não ter máscaras é um pouco ingênuo. Justo, mas ingênuo...
Prefiro a justiça!

Entenda as máscaras pelo lado positivo, pessoas que tentam ser melhores, expondo, mesmo que por tempo limitado, maneiras e personalidades que elas gostariam de ser ou de ter, mas que, por serem humanas, os defeitos não permitem.
ResponderExcluirCarnaval não é falta de compromisso, talvez seja a permissão social para, por 5 dias, fazer aquilo que a sociedade te oprime, que te faz aceitar, mesmo contra a sua natureza. Uma alforria, uma libertação dos instintos, ou melhor, uma válvula de escape. Para um exilado, é a época mais difícil de se estar distante, não pela orgia, mas pela pura força que liberta, felicidade que paira no ar.
Delírios de um carioca a 9 anos longe dos carnavais.
Leaozinho