Nos EUA, existe uma lei que proíbe a condenação de uma pessoa duas vezes pelo mesmo crime. Parece óbvio, correto? Pois é... mas com um pouquinho mais de massa cinzenta, a gente pode entender que não faz muito sentido. Imagine que você é condenado por homicídio. Cumpre a pena. Depois que você volta ao convívio social, cumprida toda a sua obrigação com o Estado, descobre-se que a pessoa "morta" estava "vivinha da silva". Sabe esses corpos que ninguém nunca acha, tipo caso Bruno, do Flamengo? Pois é... No Brasil, como o Estado cometeu um erro ao te condenar, ele é obrigado a te ressarcir, uma indenização (que jamais pagará efetivamente) pelo dano causado por engano dos que te julgaram. Se funcionasse, ótimo, mas não é sobre isso que quero falar...
Nos EUA, não funciona assim. Isso é retratado num filme muito legal chamado Risco Duplo, dirigido por Bruce Beresford. O fim da história é que a atriz mata de fato o cara pelo qual foi condenada de ter cometido o homicídio (o cara era um sacana, fato!)... enfim, assistam...
Mas e aqui? Em nosso país? Quantas vezes somos condenados? Uma pessoa pode ser presa, se reabilitar, e ainda assim continuar convivendo com a condenação eterna? Injustíssimo. Nesse momento, me bate uma revolta, pois acredito sim na melhora do ser humano. Sou psicóloga, caramba!
Contudo, acredito que algumas pessoas, sem condenação nenhuma, podem ter uma vida de condenação eterna. Interna ou Externa. Seja por culpa, por medo, por erros ainda não descobertos, por atitudes incoerentes. Até pelo cabelo ruim na adolescência que, sem querer, uma amiga publica no FB e vc desmarca rapidinho para ninguém ver... Sorry, tempo suficiente para um monte de gente compartilhar, rir e te julgar... "Tá vendo? Olha como ela era, sofreu muito bullying, certeza!!! Hahahaha!!!" As pessoas fazem isso, acredita??? (ironia)
Bom, o fato é... Faça aos outros o que você acredita ser bom para você, para não viver nas sobras do passado, assombrando suas futuras paisagens. Numa analogia besta e fútil, pois o assunto, sei lá porquê, me remeteu à futilidade, não há chapinha e maquiagem Mary Kay que esconda o que vc é por dentro. Talvez a menininha do passado pudesse ter sido melhor se aceitasse conquistar suas coisas de modo bacana. Comprar as coisas ou se vender por elas, não é legal!
Boa quarta!
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