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12 de setembro de 2012

Sobre a falta...


Falta tempo, falta grana, falta vontade.
Falta desejo, falta ambição, falta entusiasmo.
Falta intensidade, faltam sonhos e coração.

Eu senti muitas faltas em minha vida.

E elas me partiam em pedaços, reviravam meu coração, me faziam adoecer.
Descobri que as minhas faltas eram minhas escolhas.
E que elas não faziam o menor sentido mais, porque eu as determinei.

A falta é sempre importante para que possamos refletir o que estamos fazendo com nossa vida. Mas ela, ao contrario do que dizem por aí, não nos move. Ela nos paralisa. O que nos move é a força que temos para lidar com elas. E a sabedoria para ver o bom e ruim da vida.

Eu descobri que minhas faltas eram, em grande parte, meu lado ruim tomando conta da vida maravilhosa que tenho.

Sim, aprendi muito com as dores que elas causaram. Descobri problemas, sentimentos cortantes, sensações arrasadoras e no fim das contas, não foram as faltas que me salvaram. Foram exatamente as presenças.

Das pessoas maravilhosas que me cercam todos os dias. Da família que tenho e que É a melhor do mundo. Da família que constituí que extrapola meu lar. Do meu amor.

Para aqueles que sentem falta, de alguém, de notícias, de amor, de textos, descubra o melhor que há em você para achar o que te faz bem. Não fique o resto da vida buscando o que não tem e quem não tem com a expectativa de ser feliz. Seja feliz com suas escolhas.  

Um comentário:

  1. Responsabilizar-se demasiado por uma decisão tomada consiste em sobrecarregar o andarilho que simplesmente escolheu a direção, mas não é capaz de definir todo a trilha.
    As surpresas, boas e ruins, são como as lindas paisagens e as pedras do caminho, estarão lá, seja qual for a direção tomada.
    Quando o viajante depara-se com uma ponte interditada pela força da correnteza de um rio, ele pode lamentar o atraso ou agradecer a oportunidade de se banhar nas águas turvas da aventura e do desconhecido.
    Além do mais, o coração somente sente falta daquilo que lhe fez bem, cabe ao detentor, escolher focar na dor ou nas boas memórias de tempos vividos.
    Que bom que a peregrina voltou a contar histórias das suas andanças...

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