Lembro-me de quando eu era criança e assistia os "Jetsons"... Não sei se alguém lembra disso, mas era um desenho muito legal, uma família que vivia no espaço, seus automóveis eram futuristas, e a empregada era um robo... eles nem andavam direito, pq tudo tinha uma esteira rolante... Eu assitia àquilo e ficava achando surreal isso acontecer... E meu pai dizia: Filha, quando vc tiver minha idade as coisas estarão assim. Bom, a gente não percebe as mudanças quando participa ativamente delas. Em 2000 eu não tinha computador. Eu morava a 500 km de casa e falava com meus amigos por carta manuscrita e telefone. Orelhão, porque eu não tinha celular. Talvez eu seja MUITO atrasada mesmo, mas se eu, que moro em uma cidade grande, com condições de vida tranquilas, tinha esse universo, imagina a maior parte da população que sobrevive ao mundo?
Esse fds eu fui à casa de um casal de amigos e ficamos conversando sobre isso. Minha vida hoje depende do computador. Me sinto paralisada sem ele. Quando acaba a energia da empresa, a sensação de "perder o rumo" é disseminada pela equipe. Dá o famoso NPD, aquele sentimento de vazio e de não ter o que fazer. Bom, pera lá... como pode? Aí, o que vem a minha cabeça são as teorias do meu pai... Necessidades são criadas e viramos reféns delas. Eu quase morro longe do meu Iphone. Não resolvo meus problemas, esqueço meus compromissos, atraso meus prazos. É talvez mais viciante do que o cigarro. E o mundo se mobiliza para acompanhar a frenética mutação de cenários. Meu Iphone já está ficando obsoleto e não acabei de pagar. A nova versão chega aí para revolucionar... e estou pagando a terceira parcela... como assim? Comprar jornal impresso, pagar conta no banco, tudo isso morre junto com os velhinhos que ainda, presos à tradição, utilizam esses serviços nestes formatos. Mas essa geração está no fim da vida... E a próxima já está adaptada. E a Y? e as que ainda não nasceram? Teremos novos Jetsons? Não estamos longe disso não. Nada contra evolução, nada contra tecnolgia. Aliás, eu vivo disso. O grande medo é que usar muletas pode nos fazer aleijados de uma vez por toda. Que futuro será esse? Beijos, bom fim de semana.
Hoje mesmo estava conversando com meu pai e minha mãe: perguntei a eles se tinha televisão na época da juventude deles. Até tinha, mas era artigo de luxo, poucas famílias podiam ter uma. Nem faz tanto tempo assim que a TV preto e branco saiu de cartaz. Eu mesma, com meus 35 anos, vi muita televisão em preto e branco. Quando entrei na USP, em 1995, a primeira sala de computação para uso dos alunos estava sendo inaugurada(com 20 computadores com aquelas telas pretas e letras verdes, fala sério!). Dois anos depois, comprei meu primeiro celular, que parecia um tijolo). Eu, particularmente, me sinto a "mulher das cavernas", pois ainda não aderi às facilidades da modernidade, não por achá-las muletas, mas por pura incompetência (só para você ter uma ideia: não consigo me identificar nesse post, tenho que por "anônimo". Mas você, gorda, é uma dependente compulsiva, né? Rsrs. Te amo! Sua irmã Témi.
ResponderExcluirComo eu falo com vc?
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