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10 de outubro de 2011

Pena de Pavão em Frango

Quem já ouviu essa expressão? Pois é, nunca tinha escutado objetivamente, mas já vivi ela centenas de vezes... e sábado, estava eu com minhas amigas, na casa da mais louca de todas, rsrsrs... e depois de cerveja, vinho, jurupinga, começamos a levar um papo cabeça... Papo cabeça rola com uma fluidez quando o álcool flui junto no corpo, não é? Pois é... essa amiga é uma pessoa muito divertida, desbocada (para aqueles que odeiam palavrão e quase morreram com o post "Liberação do Palavrão, não se aproximem!), mas de um coração e uma experiência de vida incríveis... Bom, começamos a conversar de relacionamento... do dela, que ninguém acreditava poder dar certo (e hoje são o casal mais admirável e apaixonado do mundo), e do de todas as mulheres que estavam na mesa. E, em sua sabedoria etílica, ela me disse: " Eu gosto de frango!" Que? Não entendi... E ela fez a analogia mais sábia que eu ouvi nos últimos tempos. A gente se apaixona por um frango, mas a gente idealiza o pavão... e vai colocando penas de pavão neste frango, fazendo dele o que nós gostaríamos que fosse, não o que ele é de verdade, um franguinho torto, capenga, magricela (considerem ela imitando o frango, neste momento, para dar um "quê" a mais no efeito da analogia). Bom, criamos um pavão, lindo, colorido, cheio de vida. A gente faz a pessoa ter outro jeito, forçosamente muda seu jeito e não criamos um cumplice, mas um refém do que queremos. Contudo, como tudo que é artificial, dissimulado, a vulnerabilidade deste pavão é tão grande, tão enorme, que basta um "chuvisco" para que ele se desfaça. Chegando a chuva, por menor que seja, na relação, o pavão vira frango. Qualquer problema vira um desgaste e o casal idealizado se depara com o espelho da vida, e descobre que não passam de um casal comum, que não há nada de brilhante, especial, neles. E se não soubermos amar o frango, sinto, estamos fadadas ao insucesso do coração. Só o real pode nos trazer felicidade de verdade. E digo mais... Ele pode demorar muito, mas chega...

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