Não existe abandono sem uma relação intensa... não existe decepção sem uma admiração profunda... não há medo sem um desafio muito interessante... Não há tristeza sem estar sucedida de uma alegria... o problema são sempre os parâmetros... eles são o que nos faz ver o mundo bom ou ruim...
17 de junho de 2011
Desisto!!!
Desisto de acreditar em justiça. Na vida, quase sempre, tudo é injusto. A gente tem que saber tolerar e administrar a revolta que isso causa. Desisto de acreditar nas palavras. Todo mundo fala muito e faz pouco. As atitudes é que revelam quem são as pessoas. Desisto de entender pessoas com valores diferentes dos que aprendi. As motivações que elas possuem ficam a quilômetros de distância das minhas, nunca conseguirei me colocar no lugar delas com isenção. Desisto daqueles que só me procuram quando precisam de algo. Deixei de me iludir que algum dia eles serão meus amigos ou que me ajudarão quando eu precisar. Desisto das cantadas vazias que escuto, dos “eu te amo” sem força, eles só estimulam meu ego, mas não o mantém. Desisto daqueles que não querem crescer, não sou eu que arrastarei alguém, mal agüento o que tenho que carregar sozinha. Desisto de tentar emagrecer, são meses de boca fechada, nem 1 quilo a menos e mau-humor no Everest. Desisto de querer estudar sábado, é como subir no Elevador do Hopi Hari, sempre me pergunto quando não dá mais para desistir: “O que eu estou fazendo aqui?” Desisto de provar para mim que sou forte, não há nada mais gostoso do que admitir que se tem fraquezas e pedir colo. E como é bom ter colo! Desisto de fingir ser durona, um olhar às vezes é suficiente para eu me derreter como manteiga. Desisto de buscar uma explicação racional e lógica para tudo que acontece, algumas situações perderiam a graça se pudessem ser explicadas. Nada é tão preto no branco como eu gostaria. Aliás, quase tudo é cinza. Desisto de montar planejamento para minha vida, o que há de mais gostoso é viver com um pouquinho de loucura, insanidade, emoção. Desisto de querer um cabelo liso, corpo malhado (não que eu esteja perto disso ou que me esforce nesse sentido! rsrsrs), vida social intensa, dedicação ao trabalho, relacionamento estável e oito horas de sono... Isso é lenda que livro de auto-ajuda prega para que se tenha uma vida perfeita. O dia tem só 24 horas, poxa! Aliás, que vida é perfeita? A minha é cheia de imperfeições, que trazem graça, reflexão e muita motivação para eu melhorar. Não espero que seja diferente um dia. Espero, sim, que a cada dia, eu me torne diferente frente às imperfeições do mundo. Que eu seja mais forte e mais resistente a elas. Bom dia a todos.