Depois dos 30 anos, fica cada vez mais difícil achar alguém que atenda a todas nossas expectativas sonhadas na adolescência. Idealizamos um príncipe encantado, todo lindo, gentil, que nos amasse para sempre! E a realidade nos mostra um cenário com tantas variáveis que começamos a mudar nossos conceitos...
Com 30 anos, passamos a ganhar certa flexibilidade nas avaliações em alguns aspectos, embora em outros passamos a ser tão rígidas como pedras.
Não dá mais para sair com alguém que fale errado. Tem coisas intoleráveis, a meu ver... Imagina o bonitão que quer te apresentar para os amigos e fala assim: "Eles vão te adorar! Seje você mesma!". Ou o horrível questionamento quando o cara te pega no trabalho, ao fim de um dia cansativo e solta a pérola: "Vc parece meia cansada hoje!".
Senhor, livrai-me desse mal, amém!!! Tem coisa que não tem como... eu invento uma dor de barriga, cabeça, dedão do pé, qualquer coisa para sumir dali...
Mas tem situações piores... o cara que é grosso com o garçom? Ou que é machista? E quem faz piada de loira? Não, não dá! rsrsrs... Isso era suportável há 15 anos atrás, quando nossos olhos apaixonados bloqueavam valores distorcidos, ignorância, tipos estranhos...rsrsrs... Com os anos, adquirimos um senso crítico para poder ao menos separar as coisas... Claro, tem mulheres de 30 que tem muito mais flexibilidade, mas arrisco dizer que talvez elas sejam encalhadas ou gostem pouco de suas próprias companhias. Por algum motivo que não me importa definir, elas metem os pés pelas mãos para não ficarem sós... Grande ilusão...
A questão é... os anos passam, nossos critérios mudam. Hoje em dia me preocupo com valores, com caráter, com boa conversa, com gentileza, com conhecimento. Isso é o que me deixa mais motivada em qualquer relação. O cara pode não ser um espetáculo, mas se for gente fina e inteligente, já saiu na frente. Entre o gato babaca e o mediano bacana, sem dúvida, a escoha tá feita! O mediano tem território garantido para minha atenção. Claro que unir as duas qualidades é perfeito, né?
Depois dos 30, quase todos os caras com quem a gente saí tem o famoso kit divórcio na bagagem. Um filho, uma ex-mulher, os dois, sei lá... quase todos. E se não tem, as exceções também nos preocupam... Se o cara tem mais de 30 e está completamente disponível e não tem história, nossa imediata pergunta é: "Putz, o cara até agora não casou, não tem filhos? Estranho... muito estranho..."
Mulher é assim! A gente se preocupa, faz julgamentos, se antecipa nos resultados.
Bom, embora isso seja conhecimento necessário para sobrevivência, ainda assim algumas situações nos surpreendem. Minha amiga saiu há 02 semanas com um cara e quando foi colocar a bolsa no banco de trás, deparou-se com uma cadeirinha de criança... Ela disse que teve uma sensação inexplicável!!! rsrsrs... A cadeirinha significou tanta coisa para ela! Chegando em minha casa, já começou a despejar várias teorias: "não serei nunca a prioridade"... "se estivermos no cinema e o filho dele bater a cabeça jogando futebol, ele me deixará sozinha assistindo ao filme"... Detalhe: foi o primeiro dia que ela saiu com o cara! E já estava fazendo uma projeção para 05 anos! Quem merece?
Enfim, esse post tem o exclusivo objetivo de deixar claro que não há mais o universo encantado da Xuxa para a gente viver. Que com a maturidade, chegam também a flexibilidade, a compreensão, a tolerância. Que só assim é possível viver com longevidade uma relação. E que mesmo que não seja longa, seja intensa o suficiente para tirarmos dela o melhor!!!
Boa semana a todos! Beijos
Amiga, post perfeito. Um simples objeto nos assusta como se fosse o maior problema do universo. Mas pode ter certeza, é quase terrorismo a cena.
ResponderExcluirQuem vê, até pensa que já tem 30! rsrsr
ResponderExcluirquase lá...
ResponderExcluirAmei o post... fala tudo...rsrs
ResponderExcluirpra quem já ta quase lá nos 30, como estamos... é até difícil ver as coisas como antes...
Venha para "Man Diego". Aqui tem homens mais velhos, educados, bonitos, inteligentes e sem bagagem, e de sobra, posso garantir!!! Bjs e muitas saudades!!! D.H.
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