Não existe abandono sem uma relação intensa... não existe decepção sem uma admiração profunda... não há medo sem um desafio muito interessante... Não há tristeza sem estar sucedida de uma alegria... o problema são sempre os parâmetros... eles são o que nos faz ver o mundo bom ou ruim...
12 de abril de 2011
Meu jeito torto de ser...
Ontem passei o dia me questionando sobre a amizade e seus limites. Assim como o amor, a amizade é um sentimento que nos traz prazeres enormes, mas, além disso, é uma experiência extraordinária de compreensão. Eu tenho grandes amigos. Grandes mesmo. Poucos, como deve ser, mas GRANDES. E os amo muito, pois me fazem sentir aquele prazer que coloquei como condição para o amor, sabe? Nos últimos tempos tenho revivido minhas amizades antigas, pessoas que não via há anos e com as quais me sinto em casa, completamente à vontade e tranqüila para me despir de pudores, de senso, de “dedos”. Mas aí vem a pergunta que me fez ficar bem reflexiva ontem... Até onde é o limite da amizade saudável? Eu tenho um jeito torto, bem torto, de demonstrar o que sinto. Escrever para mim é simples, mas falar o que se passa dentro de mim, expor olhando nos olhos, é sempre torto. É sempre bravo, é sempre impositivo, sempre alto, sempre crítico. Nunca acreditei em horóscopo, mas quando leio sobre meu signo, não posso negar que há algo de comum com minha vida. Uma das características dos virginianos é possuir a tendência a discriminar, colocando os pingos nos “iis”, apontando para as minúcias e para os detalhes. Mas simplesmente por serem realistas. Depois da análise, eles fazem uma síntese e entregam o resultado. Nu e cru. E desse jeito, fatídico ao extremo, prático demais, a gente fere muitas pessoas. Fere principalmente aqueles que mais amamos. E talvez, num ato inconsciente, de conhecer o tamanho do amor do outro, a gente se coloque de modo a promover desistência... tipo assim: “se não me agüentar, não me ama...” rsrsrs... É duro falar sobre isso, porque por mais engraçado que pareça, é um auto-boicote sofrido, difícil de conviver. Eu não sou quem escreve cartas, quem liga e diz todos os dias que ama, quem lembra de aniversário ou leva doces na casa (Indi, essa é imperdoável), mas sou sempre quem critica, quem abre os olhos, quem pontua tudo que pode dar certo e errado, quem dá bronca feia e assume papel de mãe, pai, ou qualquer figura que a psicanálise considere como um superego externo. Por mais que a intenção seja sempre (e, meus amigos, é sempre!) positiva, escuto e vejo olhares tristes por isso. Então esse texto é um desabafo, mas mais que isso, é um pedido de perdão pelo meu excesso de zelo, que ultrapassa as vezes o limite do bom senso. Eu só queria que soubessem que me preocupo demais, e que cada ação ou palavra que profiro, é só meu jeito torto de dizer que AMO VOCÊS!
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É....é assim.......
ResponderExcluirNÓS TB TE AMAMOS!!!!!!!!!!!
Amiga, eu nem gosto tanto assim de doces, e SÓ por isso AMO VOCÊ!
ResponderExcluirBrincadeiras a parte, as aproximações estão nos jeitos tortos, desalinhados, fora do comum!
Tenho pensado no seu "jeito torto" há 2 dias...relembrando vc criança (e, pasmem, já era assim!), na adolescência e mais adulta. Das 3 irmãs, por + que eu tivesse + contato com a + velha, vc era quem eu mais admirava: pela sinceridade nas palavras, pela franqueza do olhar, por ser vc mesma sem medo. Por mais duras que suas palavras muitas vezes foram comigo, elas me fizeram crescer, olhar para mim mesma e melhorar. Sua "dureza" sempre teve amor, fato que identifiquei desde o começo. Sempre reconheci que vc era franca pq me amava. E amor, meu anjo, é insubstituível, assim como vc. Continue assim, sempre. Beijo! Di 1
ResponderExcluirDi, quantas coisas já passamos juntas, né? Até capotar um carro fizemos..rsrsrsrs... irmã de coração, amo muito vc! beijos
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