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11 de abril de 2011

Sobre o amor...

Na sexta-feira saí para um happy hour feminino do trabalho. São divertidos demais nossos assuntos, quando estamos exclusivas, sós... As conversas passam por vários âmbitos, mas os sentimentos são sempre nossa tema principal. Me perguntaram se eu acho que existe um único amor na vida. Já disse, no blog mesmo, que não acredito nisso. Amor para mim é um sentimento como outro qualquer, que não se diferencia pelo objeto amado. Não tem amor mais intenso, ou menos intenso. É sempre amor (de casal, de pais, de amigos). É como confiança... ninguém confia mais ou menos. É competência absoluta. Ou se confia ou não. Ponto! Aí passei o sábado pensando nisso, no amor. Cheguei a conclusão que existe intensidade na demonstração do amor, mas não nele em si. Eu classifiquei minhas relações em 04 níveis. Tem as pessoas que eu AMO, aquelas que eu GOSTO, as que me são INDIFERENTES (tanto faz o que sintam, o que acontece com elas, não desejo mal, mas não sofro por nada que as venha atingir) e aquelas que eu NÃO SUPORTO (ODEIO é ruim demais, né?). As pessoas que eu amo são aquelas com que eu me preocupo, que me fazem perder o sono, que me dão um NPD (tradução: Negócio Por Dentro, aquela sensação que a gente não sabe descrever...aprendi com uma sábia amiga, a Shil), que me irritam e me fazem mobilizar um monte de coisinhas internas difíceis para poder estar junto. Essa é a definição de amor para mim. "Apesar de tudo, eu quero estar com vc". Não existe amor para mim incondicional. O fato de amar alguém, é sempre uma escolha, que por dolorida que seja, gera, no fundo da sua vida, algum tipo de prazer que te mobiliza a amar. Esse prazer é a condição! Então, sinto, não acredito em "Faço tudo por você". Alguém só faz tudo por mim porque recebe algo em troca. Que nem ela sabe o que é, conscientemente, mas recebe. Como diria uma amiga e sábia psicanalista, contrariando Descartes, "Existo onde não penso!". Por mais lógica que tenhamos, por mais racional que busquemos ser, algumas atitudes são inexplicáveis, são exaladas de um habitat desconhecido dentro de nós. Que só muita terapia pode nos permitir adentrar, mas não acredito que conhecê-lo por completo. Nossa razão só nos ajuda a sobreviver, neste mundo de instintos primitivos, onde se matam crianças em escolas sem explicação objetiva. Aí que está... nada é objetivo... está fora do alcance. Eu sei que amo muita gente e não suporto um tanto de outras. E que esses status estão suficientes para meu coração, não acho que preciso de uma subclassificação melhor. Não sou também inflexível... se um dia eu achar um amor, que me faça engolir minhas teorias e sentimentos anteriores, também estou disposta. Não o encontrei até hoje, mas sei que se existe e eu o encontrar, ainda sim terei que enfrentar a maior barreira do mundo para dar certo: minhas crenças.
Beijos, boa semana.

3 comentários:

  1. Diu, adorei seus comentários. Que orgulho!!!

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  2. Eu digo...
    O amor chegará.Amor que se entrega e nada pede em troca. Esse é realmente o verdadeiro.Existe sim.É preciso esperar. Bjs.

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