Ontem à noite, com meu sábio mestre, estava discutindo o quanto me canso com as pessoas... O quanto me incomoda me rotularem ou acharem que tem sugestões melhores de como eu deveria viver, escolher minhas relações, levar a vida, ou o quanto meu jeito me impedirá de fazer o planejado ou esperado socialmente. Meu mestre é sempre tão honesto consigo mesmo que é por isso que o sigo. Ele realmente vê a vida de um jeito diferente, com propriedade de quem enfrentou grandes desafios e ainda continua vivendo plenamente os seus 60 anos... Bom, ele me disse uma frase incrível, com todo sentido do mundo... Aliás, ele sempre tem essa frase na ponta da língua em cada situação... "Julgamento é falta de vida minha". Só julga quem tem espaço muito vazio na própria vida. Honestamente, achei estranho num primeiro momento, mas depois resolvi esse embaraço. Eu acreditava no contrário. Que as pessoas julgavam porque a vida delas era uma grande referência. Não, às vezes, quase sempre, me acho uma péssima psicóloga... Óbvio que o julgamento pressupõe a projeção... E talvez desperte monstros internos em quem o faz. O que acho incrível disso tudo é o quanto a cegueira dá às pessoas sustento para falar com tanta tranquilidade sobre o certo e o errado. Sabe o que acho disso tudo? Certo é conseguir olhar para si e se julgar. E quando olhar para o outro, ajude sem julgar. Seja a única pessoa capaz de estragar sua vida. Ninguém pode ser melhor do que você nisso.

Nenhum comentário:
Postar um comentário