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2 de junho de 2015

Eu odeio segunda

Segunda é um dia horroroso! É o dia das limitações. Não pode sair à noite, não pode acordar tarde, não pode comer qualquer coisa... Dia de reestabelecimento. Quem disse? Eu amo fim de semana, e como dizem os cariocas, segunda é pra mim um dominguinho... Acordei cedo, trabalhei até, mas eu precisava falar... Precisava de um amigo pra contar sobre a vida, angústias, pesadelos e burnout do trimestre. Por acaso, uma aluna passou na sala para me dar um beijo e dizer que era eternamente grata por tudo que fiz durante seu TCC. Ela fez tudo, mas as pessoas acreditam que a gente ajuda muuuito.... Enfim, minha segunda começou a ficar legal. Aí,  decidi ligar para meu mentor para jantar e falar sobre a minha angústia típica da TPM. E tomei o esculacho que merecia. Ele me pôs no eixo. Falou pra eu esquecer da máquina Diuale e me focar na pessoa, no ser humano. Eu adoro quando ele fala de mim como se eu não estivesse ali... Ele fala mal de mim para mim mesma... Não é precioso? Enfim, a noite acabou com uma leitura péssima de quanto eu crio expectativas nas pessoas e me cobro por elas e tenho a culpa da galáxia quando não as cumpro. E o mais surreal é que ele me disse que quando me mostro frágil, faço as pessoas se sentirem fortes ao meu lado, pois a expectativa é exatamente contrária. Já decidi: agora vou chorar mais, me abrir mais, pedir colo sempre. Ele me disse que nunca se sentiu tão relevante pra mim quando disse que precisava de ouvidos! E eu achando que meu ouvido era a salvação do universo... Pretensão demais, né? Precisar do outro pode ser muito mais produtivo para ambos. A fortaleza pedindo força torna o frágil grandioso! Tão óbvio!  

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