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18 de janeiro de 2013

Nossa língua


Tá, eu nem escrevo bem assim. Erro algumas concordâncias, acentos então, nem se fale... O novo acordo ortográfico, que é mais velho que meu sobrinho, me confundiu muito. Meu sobrinho já fala, daqui a pouco está quase escrevendo, e eu ainda me confundo com as paroxítonas terminadas em ditongo oral crescente. E os hífens? Hífenes? Ah, não sei mais se existem...
Essa introdução é apenas para dizer que eu não escrevo tão bem assim e que não tenho a pretensão de ser perfeita com a língua portuguesa. Mas, ainda assim, sinto-me no direito de reclamar de alguns horrores com os quais tenho que conviver.
Um dia minha amiga me disse que ia sair com uma cara gato. Mas que antes de ele ir buscá-la, enviou a ela uma mensagem. O SMS dizia: “Que horas vamos se ver hoje?”. Não! Não tem condição de beijar um cara que fala isso. Ela desistiu, óbvio!!!

Existem palavras que são ditas com tanta frequência erroneamente que, por vezes, fico com vergonha de falar certo, juro! Eu sempre escuto as pessoas dizendo que ficaram com uma dó da amiga que tomou um chifre, do tio que perdeu o emprego. E me sinto quase alienígena quando tenho que usar o termo no masculino, porque as pessoas tem certeza de que estou errada. A palavra é masculina, poxa!!! Lamarck acreditava na prática do uso e desuso para a extinção ou sobrevida da espécie. Tá, teoria evolutiva não comprovada. Por que seria diferente na língua portuguesa? Vá lá incorporarmos termos de muito uso popular. Mas gênero, se nem Deus muda, quem somos nós?

Outra coisa indignante... Se você é engenheiro, você precisa ter familiaridade com números, correto? Se você é jornalista ou advogado, qual a dúvida de que precisa escrever direito? To cansada de ler textos horríveis de advogados e notícias péssimas, incompreensíveis de jornalistas. Pelamordedeus (junto mesmo), alguém precisa fazer algo... É a ferramenta de trabalho do cara, como ele pode não conhecê-la?

Claro, erudição demais enche a paciência. Minha irmã me convida para jantar iniciando o email com “caríssima” e pergunta para o pai do seu filho quais são os “projetos vindouros” dele. Preguiça... Mas falar certo e ter o mínimo de vontade de aprender, por favor, né? E outra, os smartphones podem ajudar.

No Google tem tudo, então, colaborem!

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