Esse
ano foi de silencio. Poucos post’s desde a última retrospectiva. Mas não foi de
um silencio qualquer. Foi daquele silencio que significa muito.
Impotência.
Talvez esse seja o maior resumo do meu ano. Eu descobri como é estar impotente,
se sentir, em cada fio de cabelo, impotente. Justo eu, que sempre achei que com
boa vontade, um pouco de massa cinzenta e dinheiro, tudo se resolvia. Pois é...
Sei que o mundo tentou me explicar antes, inúmeras vezes, que eu sou mais fraca
do que eu gostaria, mas ele se esforçou e eu resisti a entender.
Bom,
ele impôs sua indiscutível força para me passar os ensinamentos que precisava. Eu
aprendi a ser impotente. E aprendi a perder... E mais que isso, a aceitar.
Esse
ano tudo aconteceu. Comprei minha casa, viajei muito, conheci pessoas incríveis,
lugares lindos e amizades surreais. Encontrei-me no vinho, ou ele me encontrou.
Parei de fumar!!! Desocupei meu coração das mágoas e ressentimentos e o enchi
de esperança. Comecei a fazer ioga novamente e a escutar minha mãe. Vi o quanto
eu posso ser forte para sustentar quem foi sempre meu maior alicerce. E que não
importa o que eu faça, o quanto eu queira, algumas coisas não vão mudar com a
velocidade que eu gostaria. Aprendi a valorizar as coisas que tenho. Aprendi
que devo dar a importância correta para as pessoas. Muita ou pouca, depende de
como elas se preocupam comigo. Esperei apoio de algumas pessoas que simplesmente
viraram as costas, mas me concentrei nas inúmeras outras que pegaram minha mão
e disseram: estou com você, aconteça o que acontecer. Elas sim fazem sentido.
Claro,
os sentimentos não acompanham os fatos como seria lógico, mas a gente pode
tentar apertar os passos, vez em quando.
Esse
ano foi o melhor ano da minha vida. E quem fez parte dele sabe disso. Pois foi
o ano em que venci meus maiores medos e conquistei grandes sonhos. A gente sai
machucada de toda luta, mas essa, eu ganhei.
FELIZ
2013 para todos.
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