“Não atentemos nós nas coisas que se
veem, mas nas que não se veem; porque as que se veem são temporárias e as que
não se veem são eternas”.
(São Paulo, Segunda Epístola aos
Coríntios, cap. 4, vers. 18)
Meu
sonho sempre foi ser diretora de uma empresa. Aprendi com minha primeira
gerente que só trabalhava bem aquele que entendia o que vinha antes e o que
ocorria depois de sua atividade. E isso despertou em mim uma curiosidade por
conhecer como as coisas funcionavam, que despertou a vontade de estudar várias
áreas, que me fez fazer um monte de faculdades, cursos, que me deram
oportunidade de assumir vários cargos, que era o pressuposto para que um dia eu
fosse diretora de alguma empresa. Ufa... Cansei.
Pois
é. Mas a vida é muito engraçada. Conquistei muitas coisas, aprendi muito com
aqueles que passaram pela minha estrada, com aqueles que estão no meu dia a
dia. E depois de tanto esforço, pois estudo há 24 anos seguidos (desde que
entrei no pré não parei nenhum ano de estudar), eu percebi ontem que algo estava
errado.
Encontrei
no elevador do prédio da minha mãe, uma senhora, que estava saindo de um
apartamento. Ela me disse: “Dia quente, não?”. Conversa furada de elevador,
sabe como é. Eu respondi que estava muito quente mesmo, que eu estava louca
para voltar para o escritório porque minha pressão cai no calor. Ela respondeu:
“Seu escritório deve ter ar condicionado. Imagina eu que trabalho passando
roupa? Um calor só”. E completou: “Mas sabe de uma coisa? Eu amo passar roupa.
To indo para o prédio ali da frente passar para outra moça. É a coisa que mais
gosto de fazer, adoro um ferro”. Aí chegamos ao térreo e, depois de nos
despedirmos, eu fui para o meu carro.
A
pergunta que me fiz é: O que me faz feliz? A moça era feliz demais passando
roupa! E eu me sinto, muitas vezes, tão incompleta. E a resposta veio. Eu tenho
prazer em falar o que penso. E isso não significa ser diretora de uma empresa.
Claro, um diretor pode falar o que pensa, dar suas opiniões de modo mais
efetivo, mas não é isso que quero. Eu quero só falar o que penso, poder
expressar o que sinto. Se isso vai mudar algo fora, não sei. O diretor tem
obrigação de falar a coisa certa, eu só quero falar. E me lembrei do quanto
tenho prazer em escrever. Pois é... Isso é que me faz feliz.
A
gente busca felicidade em conquistas externas eternas. Erro grande. Ela está
dentro da gente, mas é difícil entendê-la muitas vezes. Eu quero muito
encontrar essa felicidade e acho que a passadeira abriu meus olhos a respeito
da simplicidade que me faz bem. Meu sonho, de verdade, é ser escritora.
Ridículo ao olhar de muitos, idealista, sei lá. Mas é um projeto. Meu projeto.
E isso é o que me faz ter brilho nos olhos e no coração quando acordo.
Dicas:
ResponderExcluirFolhas em branco,
Um dicionário,
Busque, na memória, histórias e imagens
E no coração os sentimentos
Depois da inspiracão vem a transpiração: procurar uma editora que aceite publicar o que foi escrito.
Se é o que curte, a esse velho amigo só resta apoiar
Preta, tu escreve bem demais...
ResponderExcluirBora se empenhar forte nesse projeto?
É hora de enfrentar de peito aberto esse que talvez seja o maior dos seus desafios.
Estamos juntos nesse sonho.
amo vc.
aproveite então e já que se decidiu CORRA atrás do seu sonho, porque o mais difícil, você já nasceu com ele que é o dom!!!!
ResponderExcluirDeus te abençoe e além das lindas linhas que escreverás serás a escritora mais bela deste mundo.
Tens todo meu apoio amiga, e sempre estarei ao seu lado.
INFINITO, símbolo da nossa amizade e que não sai do meu pescoço.
te amo, e um dos meus maiores sonhos é ver vc FELIZ, seja da forma que for e como for.