Não existe abandono sem uma relação intensa... não existe decepção sem uma admiração profunda... não há medo sem um desafio muito interessante... Não há tristeza sem estar sucedida de uma alegria... o problema são sempre os parâmetros... eles são o que nos faz ver o mundo bom ou ruim...
3 de janeiro de 2012
Cassiopéia
Estou lendo um livro lindo. Na verdade comecei ontem e termino hoje à noite. Chama-se “Diário de Tua Ausência”, de uma escritora portuguesa chamada Margarida Rebelo. Assim como na música, tenho vícios por autores. Fico meses apaixonada por um, leio tudo que escreveu, até me cansar. Eu escuto CD assim também, a mesma música 5000 vezes até perceber cada suspiro que o cantor dá, cada intervalo mais demorado, menos rítmico por algum motivo. Esse livro é, sim, viciante. Narra um amor do tamanho do universo, desses que somente quem já sentiu sabe do que se trata. Desses que não acabam, por maiores as exigências que impõem em nossas vidas. Sem explicação. Talvez seja a única forma de amar puramente, sem explicação.
Eu já senti isso. E a cada página que leio, me sinto participante dos sentimentos da autora, que foi simplesmente arrebatada por um sentimento inesperado, sem pé nem cabeça. Esse sentimento é fatal. Condena-nos a uma história, que pode acabar bem ou não. Depois disso, nossa escolha torna-se viver sentimentos amenos, calmos, tranqüilos. Nunca o mesmo.
Sempre disse que os parâmetros são determinantes. Pois é. Quem sentiu isso nunca se verá satisfeito com nada menor. Porém, é de tanta raridade, que as pessoas são obrigadas a se assentarem no mundo real, conformando-se com algo diferente que não aquele sonho que te fazia permanecer nas nuvens permanentemente.
Conheço algumas pessoas que gostariam de não ter conhecido esse sentimento. Já escutei de amigas que preferiam passar a vida sem senti-lo do que tê-lo e abrir mão depois. Não acho o mesmo. Eu talvez possa nunca mais sentir isso, mas não me arrependo de cada segundo que abandonei o chão e vivi tão plenamente minha vida. Com tanta intensidade, vigor e satisfação.
Nunca vou desistir desse amor, que é mais que uma pessoa, mas uma identidade de almas que nunca se separarão. Não importa onde, não importa quando, a gente sempre está junto. Porque eu posso estar cercada de uma multidão no Rock in Rio, ele pode estar cercado de um milhão de amigos do outro lado do mundo. A gente olha para o mesmo céu e lembra que já falamos sobre aquela constelação. As estrelas, que são nosso lugar comum, guardado para sempre.
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Eu não leio tantos romances mas sei que eu já senti. Tenho certeza.
ResponderExcluirComigo foi assim: Primeiro veio a admiração. Depois a amizade. Em seguida uma vontade insuportável de fazer alguma coisa que não sabia bem o que era. O coração não raciocina, só sente. Daí, descobri que um simples contato, visual até, conseguia acalmar essa sensação. A partir daí, senti dependência. E toda dependência, em caso ausencia, causa dor. Dor que é irrelevante quando lembro da intensidade dos momentos que vivi na minha pacata vida pálida.
Eu amei, amo e sei que vou amar pra sempre.
como definir, em uma só palavra, um sentimento tão intenso, tão devastador, tão sublime, tão instável, que é o amor ?
ResponderExcluirimpossível, diria o exato...
amor não se define, se sente, se vive...
um dia, numa conversa-despedida, a pessoa amada disse: quando quiseres me achar, olhas para o céu. neste momento estaremos conectados e juntos, mesmo que a distância física nos separe.
depois desta "recomendação", todas as minhas jornadas diárias são concluídas com um longo "namoro" celeste.
com ou sem estrelas, estamos lá, todos nós, os amantes (e, em particular, nós dois)...
posso dizer D. que você começou muito bem o ano de 2012.
lendo o "post" anterior e agora este, sinto que sua veia poética está à flor da pele, ora causando polêmica naqueles que não entendem a essência do raciocínio inteligente, analítico da música "popular" brasileira, ora depositando no coração dos apaixonados (que é o meu caso), a esperança de um re-reencontro, cabendo, neste momento, parafrasear o cancioneiro (sem causar polêmica... haha):
"Porque eu só vivo pensando em você
E é sem querer
Você não sai da minha cabeça mais
Eu só vivo acordada a sonhar
Imaginar nós dois
Ás vezes penso ser um sonho impossível, uma ilusão terrível
Será?
Hoje eu pedi tanto em oração
Que as portas do seu coração
Se abrissem pra eu te conquistar
Mas que seja feita a vontade de Deus
E se ele quiser, então não importa quando, onde, como eu vou ter seu coração."
Assim como o céu, para o amor, não existe medida. O verdadeiro pode até "adormecer", mais jamais acaba...
Como escreveu, um dia, Beethoven
"Fique tranqüila. Contemplando com confiança nossa vida alcançaremos nosso objetivo de vivermos juntos. Fique tranqüila, queira-me. Hoje e sempre, quanta ansiedade e quantas lágrimas pensando em você, em você, em você, minha vida, meu tudo! Adeus, queira-me sempre! Não duvide jamais do fiel coração de seu enamorado Ludwig. Eternamente seu, eternamente minha, eternamente nossos."
JT
Tendo a lua aquela gravidade aonde o homem flutua
ResponderExcluirMerecia a visita não de militares,
Mas de bailarinos
E de você e eu...
JT