Eu quero ter uma vida normal.
Não quero me esconder, não quero fingir, não quero parecer.
Quero ser.
E pra isso preciso ficar longe.
Longe até não sei do que...
Vou ser eu, viver uma vida tranqüila, sem passado, sem futuro, só o agora.
E me entender.
E descobrir como lidar com tudo que sinto.
Com tudo que passa na minha cabeça.
Que já não encontra mais espaço na minha vida.
Aliás, como cabem coisas na cabeça que não cabem na vida.
E a vida parece tão maior...
Mas é ínfima perto do tamanho do que sinto, do tamanho do que espero.
É curta, é superficial.
Porque tudo que sinto é tão profundo que mal consigo dar vazão.
Porque meus drenos são estreitos.
E meu coração perdeu a força.
E fica tudo aqui, parado.
Sem ter para onde ir.
E quando eu busco um caminho, ele só me mostra que não há saídas.
A não ser mudar de direção.
Texto de autor desconhecido.
Propício para alguns dos meus amores que estão tristinhos.
Beijos
Lindo...
ResponderExcluirTalvez não ser,é ser sem que tú sejas, sem que vás cortando o meio dia com uma flor azul, sem que caminhes mais tarde pela névoa e pelos tijolos, sem essa luz que levas na mão que, talvez, outros não verão dourada, que talvez ninguém soube que crescia como a origem vermelha da rosa, sem que sejas, enfim, sem que viesses brusca, incitante conhecer a minha vida, rajada de roseira, trigo do vento...
ResponderExcluirE desde então, sou porque tu és.
E desde então és, sou e somos...
E por amor
Serei... Serás...Seremos...
(Pablo Neruda, Talvez)