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30 de maio de 2011

A parede...

Um dia desses, uma pessoa muito especial na minha vida me disse que tinha uma palavra que me definia para ela. “Uma palavra?”, pensei... “Será que sou tão simples assim?”. Ansiosa, perguntei imediatamente qual palavra era. É sempre bom escutar um pouco da percepção do mundo sobre nós, para que de algum modo possamos refletir sobre o que “demonstramos” por aí... E essa pessoa, que viveu comigo momentos tão legais, me disse que eu poderia ser definida como uma “PAREDE”. Isso, parede, de concreto, dura, que divide os lugares, que não deixa as pessoas passarem, sei lá... Foram só esses pensamentos que povoaram minhas idéias quando escutei “PAREDE”. E aí, falei: “Tá, que definição forte... Mas o que te faz me ver assim?”. E aí veio a explicação.
A parede representava para ela algo construído em bases sólidas, fortes, perene. Com longevidade e sustentador. A cor dela diz sobre as emoções. Sempre que alguém pinta uma parede de alguma cor está buscando dar vida a algum ambiente. Meu escritório tem parede verde, que significa esperança... Gosto do vermelho, de paixão, de intensidade. Isso exprime um pouco da minha essência e estilo de vida.
Algumas paredes têm texturas. Acho que se fosse uma parede, seria, obviamente, uma dessas... É muito mais difícil de estragar, as pessoas não encostam muito porque arranha e é desconfortável, então ela se preserva por mais tempo. Por outro lado, suas ranhuras não permitem muitas coisas. Não é possível grudar um adesivo, uma frase. Só nas paredes lisinhas eles ficam bons. Mas cabem nessa parede tantos outros modos de se falar sobre sentimentos... Um quadro de medalhas, um quadro de receptividade, cheio de cor. O adesivo é mero detalhe.
A parede que essa pessoa utilizou para me definir era uma parede positiva. Uma parede que faz parte da vida dela, da casa dela... uma parede de afeto, de cuidado, de participação. Uma parede de sustentação e de composição. De lar. De esperança. E eu, já pensando em um monte de coisas ruins...
Enquanto parede, ainda não componho nada estável. A minha casa hoje tem uma parede que exprime meus sentimentos mais profundos, com o post “CANSEI” deste blog. Mas falta eu construir uma parede que contenha minhas projeções de vida. Hoje ela só exprime tudo que eu abandonei e como fiz isso. Preciso de uma parede do futuro, uma parede em que eu possa começar a contar minha história. Uma parede em que cada tijolo represente minha construção interna, minha vida, minhas reestruturações e até inéditas estruturações... Recomeço, começo!!!
Parede é um símbolo de divisões. É um símbolo de separação. Mas para mim, neste contexto, ela foi uma analogia de alguém muito especial para definir e me dar esperança de que tudo tem dois lados. De que minha percepção pode ser a pior possível, mas alguém, fora de mim, pode achar algo bonito em tudo isso.
Obrigada, esse post é em sua homenagem porque hoje é seu dia! Minha história tem você como parte da construção. Vários tijolinhos... Beijos

Um comentário:

  1. Noto que é muito vista por sua amiga, vez que para mim, as paredes são a parte mais importante da construção, são o começo de tudo: "já se ergueram as paredes, dando início à construção de um sonho..."

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