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5 de abril de 2011

Qual a tua obra?

Li um livro há pouco, do Mario Sergio Cortella, que trata sobre gestão, liderança e ética. Chama-se “Qual a tua obra?”.

Ele trata da busca por um significado maior na vida e no trabalho, da busca pela visão do trabalho como uma construção pessoal, passando pela questão ética (do poder, querer e dever), por como desenvolver comportamentos inteligentes, necessários para mudanças e passos decisivos dentro de uma empresa.

Fala de que conhecimento é a habilidade que se tem em dar vida às competências alheias, às pessoas que nos cercam, e que reconhecimento é pressuposto para manutenção de profissionais.

Quando ele trata a liderança, uma das questões mais fortes é o fato do líder possuir a tarefa de esclarecer a todos a obra coletiva. O que estamos fazendo aqui? Qual nosso propósito? E mais interessante ainda é que ele nos fornece o conforto de saber que ser líder é muito distinto de ser super homem, ou super mulher. Que podemos ser líderes em diversas situações e não o ser em outras. E que isso não é demérito. Aí, nosso autoconhecimento tem que entrar em ação para nos acender uma luz interna de reconhecimento de nossas limitações. Humildade! Essa é a palavra.

Outra questão é manter-se eternamente insatisfeito. A sensação eterna tem que ser de “dever algo”... só isso pode não nos paralisar, pode nos fazer buscar crescimento, conhecimento, e não adormecer o que o líder tem como sustentação: a inspiração dos outros. E isso é confundido todo tempo com uma liderança flexível, o que não é uma verdade. A crítica deve existir, os erros devem ser ajustados, mas eles precisam estar sustentados por um único sentimento para o liderado: o de justiça. Em isso ocorrendo, podemos errar, podemos pecar por omissão ou excesso, seremos ainda reconhecidos de modo legítimo como líderes.

Para finalizar, a parte mais linda do livro trata da nossa responsabilidade. A escolha pode ser individual, mas a conseqüência que geramos é sempre coletiva. Então, não dá mais para pensar movido por impulsividade, por fatos isolados, por questões pessoais. São pessoas, que dependem, de certa forma, de muitas ações que tomamos. Assim, fica clara nossa “carga pesada” (rsrsrs), mas mais nítida ainda fica a reflexão de que podemos, de algum modo, fazer, nas relações de trabalho, um ambiente que catalise o que as pessoas tem de melhor. E fazer parte disso, acreditem, não tem preço...

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