Atendendo às solicitações (Meninas, espero que esteja à altura das expectativas de vocês!), vou discursar sobre o PA...
Para esclarecimentos aos navegantes, o PA é aquele indivíduo da música de João Penca e Seus Miquinhos Amestrados (será que alguém se lembra disso???): “Moreno alto (ou loiro), bonito e sensual...”. Nem sei se todos vão conhecer, porque a música é de 1980 e tantos... Rsrsrs ...
O PA é aquele cara com quem algumas mulheres contam, sem compromisso, afeto, obrigações... É aquele cara que fala tudo que você quer ouvir, mesmo sabendo que é só pra te agradar que ele faz isso. É o papel dele... agradar. E nada mais. Não há envolvimento, não há “compromisso emocional”. A relação que se estabelece com um PA é de troca, de obrigação mútua, mas restrita, àquele momento, em que estão juntos. O PA é uma salvação para quem não quer vínculo, quem não quer amor, quem tem pouco tempo, ou quem tem preguiça de investir em algum relacionamento sério. É a solução fácil, aparentemente, para satisfazer o que é só instinto, só desejo.
Bom, antes de escrever, pesquisei no universo feminino e masculino a representatividade do PA, para cada um deles.
Os homens são práticos. Todos sabiam do que se tratavam e acham comum a existência deles, adorariam ser o PA de alguém e acham plenamente possível manter uma relação dessa por anos. Dos caras com quem conversei, pelo menos 50% já viveram esse tipo de situação.
As mulheres, ai, as mulheres... Rsrsrs... Algumas alienadas me perguntaram: PA? Tá falando de pressão arterial? Kkkkkkk... Eu mereço. Além de pesquisadora, virei palestrante, explicando para essa aí o que a sigla significava... Bom, mulheres... Nós tentamos ser práticas, mas ao longo da minha pesquisa, descobri que PA´s não funcionam plenamente no universo feminino... Vamos lá, vou explicar o porquê.
O pressuposto do PA é a ausência de explicação, de motivação, de obrigação, etc. Me conta uma coisa: que mulher que consegue viver sem isso? Eu não conheço. A menos que sejam daquelas mulheres mais homens do que muitos mocinhos por aí... Aqueles que dão até medo, sabe?
Bom, imaginem agora a seguinte situação: o seu PA, por algum motivo que não deve lhe importar, liga para você e desmarca o encontro de hoje, pois tem outro compromisso e não vai rolar. Fala só isso! Que mulher no mundo vai desligar o telefone sem se questionar nada? Não existe. Quem falar que consegue, mente! Todas as mulheres vão indagar algo, que pode ser: “Será que ele está com alguém?”, “Será que ele está com alguém mais interessante?” e as mais otimistas: “A mãe dele morreu, certeza, senão ele estaria aqui...”.
O que importa disso tudo é que a sombra da dúvida nos aterrorizará, sempre. Não adianta falar que não, que não nos importamos com o PA. Realmente, não com ele. Mas o reflexo dele em nós é fogo. E o PA pode até ligar no dia seguinte, a gente ainda assim vai coçar para saber o que aconteceu... Mas manteremos a pose para fingir que não há sentimento nisto tudo. E não perguntaremos, criaremos uma úlcera de tanta dúvida e tanta vontade de entender, que é inerente à nossa natureza.
Resumindo, depois da pesquisa... minha dica é: só invista neste tipo de relação se for homem. Não existe pronto-atendimento sem deslize. A menos que sigam o conselho da minha avó: “Quem tem um, não tem nenhum!” e tenham opções, meninas, certamente, em algum momento, o seu PA virará o mais novo problema de sua vida. Ou da sua auto-imagem. Corram disso!
Beijos, boa semana.
É isso aí, P.A só pronto atendimento!
ResponderExcluir