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3 de maio de 2010

Ousadia

Atrevimento; coragem; audácia. Eu prefiro a ousadia!
Eu adoro pessoas, as que eu conheço, as que ainda vou conhecer, e, isso é inegável.
Adoro pessoas no mais complexo dos sentidos: carne, osso, coração e sentimentos. E não consigo nem fingir (ou pelo menos disfarçar) a minha preferência pelas ousadas (esforçadas e corajosas).
Eu gosto de gente que fala que odeia (e até de quem insiste em ter um tempo pra cuidar da minha vida), que grita que ama, que mostra o que sente, que esconde o que deve, que erra e assume, que fala o que pensa, que pensa no que fala, que acerta e solta um agradecimento aos elogios (simplesmente porque sabe que os merece) ao invés do decepcionante “imagina, não foi nada!”. De gente que vive! De gente que ousa =)
Eu admiro as pessoas intensas, aquelas que se destacam da maioria (afinal, ser mais um na multidão não tem a menor graça!), que chamam a atenção sem a menor intenção. Que brilham por si só. Pessoas que choram quando é incontrolável, que riem quando a barriga coça, que gritam quando pisam no seu pé, que xingam (mesmo que em pensamentos...ou não) a pessoa ordinária que acabou com o seu dia, que saem preparadas para o mundo, e até as que ficam em casa por medo dele, porque ainda sim ousam! Ousam em renunciar tudo o aquilo que ele proporciona.
Eu gosto de quem dá a cara pra bater (não literalmente! é lógico), que está aí, pra gostarem ou não, que sai de casa com a roupa que quer, com o decote que quer, com saia, com a calça, com bota, com sandália, com o tênis, com o boné que quer. Só porque quer, não porque querem que queira.
Eu amo daqueles que são profundos.
Profundos nas atitudes, nas idéias, nos sentimentos, nos planos, no dia-a-dia. Profundo! Desde o decote até a redação.
Eu prefiro esses que vivem o hoje, que sentem o hoje, que choram o hoje, que amam o hoje, que não pensam no amanhã e que esquecem do ontem. De gente que vive na mesma época que eu, hoje!
Eu prefiro as pessoas. As ousadas ou não, porque eu também gosto das diferenças.
Eu prefiro o corpo quente, a respiração ofegante, a lágrima que escorre do rosto de quem ama. Eu amo aqueles que quebram seus próprios recordes, que se desafiam, que não precisam de auto-ajuda.
Eu prefiro aqueles que se expõem ao invés daqueles que usam máscaras. Aqueles que assumem os desejos e vontades, mesmo que não as consumem. Eu amo quem sente, quem sofre, quem luta. Eu prefiro a batalha, o percurso, o caminho.
E é por isso que eu sou seletiva, antipática para quem não me entende, não me absorve, não me sente.

Um comentário:

  1. Mas parece que hoje está cada vez mais "na moda" a superficialidade... tudo hoje é mais imagem do q conteudo. Pessoas estao perdendo a real orientacao de si mesma... se perdendo... esquecendo de seus proprios objetivos... ou quem sabe até sem objetivos... "like a rolling stone". Mesmo confusas elas trazem um sentimento de rebanho onde querem pertencer a um grupo social... acreditando que nao podem se destacar. Assim seguem uma vida engessada em padroes sociais... querendo ser igual a todos... sei la.. perdendo sua identidade... perdendo sua ousadia.

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