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8 de maio de 2010

Cansei...

...da grossa casca que me cobre, escondendo a pele fina e sensível de uma queimadura recente. De me esconder atras de uma razão enorme baseada no móvel mar de sentimentos inconstantes, mal percebidos, discriminados. Quero a intensidade, a angústia, o desespero... e o sorriso sem fim... Não sou carvão morno, gosto do banho frio e do sol escaldante. Sonho alto e quando me sinto no fundo do poço, percebo que só se olha para cima. Me recupero, preparando-me para a próxima queda. Não acredito em coincidências. Minha lógica ou meu coração não querem acreditar. Prefiro viver a alegria de dar sentido ao que vivo, de achar uma explicação que me acalme, ainda que só eu confie nela. Ressignifico minhas histórias, busco o melhor começo e fim. Amo a simplicidade de algumas soluções propostas pela vida. Tomar um porre para curar a ressaca moral, o câncer imaginário. Comprar sapatos (tem que ser muitos!!!) para me dar a satisfação de um armário cheio de cores e estilos, cheio de vida. Comer açaí para gelar por dentro, diminuir o calor que por vezes incomoda demais. Espero a dor, o sofrimento, preciso de medo. Minha alegria pressupõe tudo isso. Me estimula a buscar, agora dentro de mim, aquilo que me faz ficar com os olhos pequenos e a boca doendo de tanto sorrir... rio muito sozinha... Aquele que quer me sentir, tem acesso fácil... basta estar por perto, porque transpiro tudo que penso. Mas para me amar, é preciso muito mais... Gosto de percepção aguçada, faro, de muitos sentidos... da sutileza à rigidez de conduta. Cada uma no momento certo... O gosto da dúvida é que me instiga, que me move. Não sei nada sobre um segundo a frente, mas amo todos os erros e acertos do passado... me fazem forte e mais certa de que preciso continuar... odeio conformismo, saudosismo, nostalgia... inércia??? não cabe no meu discurso... preciso do movimento constante!!!

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